Alimentação: quando o inimigo mora em casa

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Posso dizer, sem medo de errar, que durante esse tempo em que iniciei as transformações em minha vida, tem sido muito mais fácil ir correr no parque todos os dias do que conseguir convencer minha mãe – com quem moro – de que é preciso se preocupar também com o tipo de alimentação que preparamos em casa.

Ainda assim me considero em vantagem em relação a maioria das famílias brasileiras. Minha geladeira nunca teve refrigerantes e doces à disposição. Sempre comemos muitas frutas, legumes e vegetais. Mas tínhamos o açúcar e o sal muito presentes, mesmo que somente como condimentos.

Como não como carne vermelha desde pequena e minha mãe não é nada fã de cozinhar, isso acabou influenciando na comida de toda a família, que acabou sendo muito simples: arroz, feijão, saladas, legumes, leite e derivados, e frutas.

Mas estávamos longe da perfeição. Existiam as pizzas e os doces – e tantas outras coisas que eu nem mesmo imaginava quando era uma menina. Sorte que cresci antes de que a indústria alimentícia se transformasse no que temos hoje: um mundo de comidas processadas, cheias de aditivos químicos que apenas podemos imaginar ao ler os rótulos nas embalagens dos produtos.

Aqui o grande problema são basicamente os doces. E, como já vimos no post sobre o documentário canadense The Secrets of Sugar, ele não é pequeno. Apesar de não termos muitas opções dando sopa na despensa ou na geladeira (consegui eliminar a compra de achocolatados, leite condensado e afins), minha mãe é uma formiga e vive trazendo surpresas. Ontem, por exemplo, foram duas barras grande do meu chocolate favorito e um pacote de doce de leite, daqueles torrões duros, bem cheios de açúcar.

Apesar dos puxões de orelha e dos pedidos, não adianta. Ela continua comprando. Por mais forte que eu seja, fica complicado demais escapar sempre. De vez em quando acabo acordando no meio da noite com fome e adivinhem o que vou comer? Não sou perfeita e gostaria muito de ter a força de vontade das musas fitness que a gente vê pela internet, mas a verdade é que sou simplesmente a Monica, uma mulher que passou dos 40 e que briga com a balança sem trégua para conseguir recuperar o guarda-roupa que tanto ama.

Sei que vocês entendem o que eu quero dizer. Que já se viram nesse mesmo dilema de não gostar nada do que as pessoas que você ama estão fazendo a si próprias e a você também por tabela. Mas espero que ao ler o meu post e se juntar a mim a gente consiga encontrar a força para seguir em frente, para continuar acreditando que podemos vencer.

A tentação sempre vai estar por perto. Se acontecer um pé na jaca, não se afoguem nela, ok? Não desistam!

Foto © Don Mason/CORBIS

Foto © Don Mason/CORBIS

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2 thoughts on “Alimentação: quando o inimigo mora em casa

  1. Achei muito bom o post!!! Principalmente da parte das “musas fitness” que de vez em qd a gente ama e noutras a gente odeia, por não entender tamanha perfeição!!! rs

    • Obrigada, Rachel!!! :)

      A verdade é que não existe mulher perfeita e muitas vezes ficamos imaginando ser igual alguém que não é real. Os editores de imagem são poderosos e várias matérias provam as diferenças de imagens reais e das tratadas para aparecer nas capas de revista.

      Mas parece que isso está mudando aos poucos e que as pessoas estão mais atentas à saúde, o que no final acaba trazendo beleza como consequência, não é mesmo?

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