Cloro: vilão silencioso na água que você bebe

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Enferruja, corrói, é oxidante ao extremo. Parece que estou falando de um veneno perigoso, mas estou falando do cloro – uma substância que nem todo mundo sabe, mas é adicionada à água que recebemos em casa pelas centrais de distribuição pública. No caso de São Paulo, onde moro, a Sabesp.

É fato que o tratamento da água é importante para eliminar o risco de disseminação de doenças. E o cloro é um dos responsáveis por matar os microorganismos nocivos, como o terrível E.Coli, que pode causar apendicite, meningite e até mesmo levar à morte – o que acontece muito em países e áreas onde não há saneamento básico.

Mas se ele é mata esses organismos, o que ele faz ao nosso corpo quando o ingerimos?

A resposta, infelizmente, não é boa. Uma das principais consequências da alta ingestão de cloro é o desequilíbrio das funções hormonais. Por ter a mesma classificação atômica do iodo, o cloro confunde a glândula tireoide que passa a não produzir seus hormônios (T4 e T3) da maneira ideal, desequilibrando também o TSH que é, junto com o T4 livre, um dos dois marcadores que indicam doenças da glândula. O resultado é o desenvolvimento do hipotireoidismo, doença que pode reduzir a performance física e mental, além de elevar os níveis de colesterol, aumentando o risco de se ter problemas cardíacos. Alguns dos sintomas do hipotireoidismo são prisão de ventre, menstruação irregular, cansaço, dores musculares, pele ressecada, queda de cabelo, falhas de memória, ganho de peso, depressão, entre outros.

E tem mais: a baixa reserva de água aqui em São Paulo aumenta a presença de matéria orgânica na água que chega para ser tratada. O que isso tem de ruim? O cloro adicionado reage com ácidos liberados por essa matéria orgânica que vem das margens e dos leitos dos rios gerando os THMs ou Trihalometanos, considerados cancerígenos. Segundo estudos de pesquisas americanas, ao ingerir cerca de dois litros de água com THMs por 40 anos a chance de se contrair câncer de bexiga aumentam sensivelmente. Recentemente, o câncer de mama também foi relacionado ao acúmulo de compostos de cloro no tecido mamário, apontando-se que mulheres com a doença têm níveis de organoclorados (subprodutos da cloração) 50% a 60% mais altos em seu tecido mamário do que mulheres sadias.

Também nos Estados Unidos, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) classificou o cloro como pesticida, cujo único objetivo é matar os organismos vivos. Ou seja, ao consumirmos a água tratada da rede sem filtrar o cloro de maneira efetiva, ele vai matar não somente esses microorganismos mas também as células e tecidos dentro do nosso corpo.

E nessa conta não estamos nem considerando a água do banho, que também penetra através da pele (estou tentando encontrar um chuveiro que filtre a água pra depois contar aqui pra vocês, mas ainda não consegui).

Os considerados bons filtros do mercado nacional filtram no máximo 80% do cloro da água que chega às torneiras. O filtro Purion que estou testando tem o selo do InMetro que comprova a eliminação de 99,28% do cloro presente na água. A taxa de retenção de partículas também é alta: 99,6%.

A verdade é que meus índices de TSH que estavam meio malucos há algum tempo (tenho hipotireodismo controlado por medicamentos há muitos anos) começaram a se normalizar aos poucos sem que fosse necessário mudar a dosagem de hormônio que ingiro todos os dias. Acredito que mais coisas boas estejam acontecendo em meu organismo graças a essa limpeza eficaz da água que estou bebendo. Até minha médica veio me perguntar o que eu estava fazendo de diferente. Isso me deixou feliz porque significa que os resultados do meu teste são muito mais extensos e positivos do que eu poderia esperar.

As experiências por aqui continuam a todo vapor. Prometo voltar pra contar tudo pra vocês de tempos em tempos.

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100 km em 22 dias: vamos juntos com a mamaefitness?

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Vocês já sabem que eu ando dando um gás na alimentação, com a história do teste do filtro, mas por outro lado estou decepcionando na parte de condicionamento. Estava precisando de um estímulo diferente para retomar minhas andanças e corridas matinais no parque.

Pois não é que vendo o meu Instagram hoje cedo me deparei com um desafio super legal da Mamãe Fitness? O objetivo é correr ou andar 100 km nos próximos 22 dias. As três pessoas que completarem primeiro a tarefa ganham mimos da blogueira que é um sucesso, com mais de 20 mil seguidores.

Mas como isso vai ser verificado? Fácil: por meio do aplicativo de celular Nike+ Running.

Para participar é preciso seguir a blogueira no Instagram, seguir também a marca que vai patrocinar os presentinhos para os ganhadores e adicionar o perfil dela (Simara SMS) no aplicativo e sebo nas canelas! :)

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Caminhar é super alimento do mundo fitness, diz estudo

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Talvez caminhar não esteja tão na moda quanto o CrossFit, não seja tão sexy quanto corridas de aventura e não eleve tanto o ego quanto um Ironman, mas para os experts em fitness – que enfatizam o movimento diário e uma vida ativa como sendo mais importantes do que treinos intensos e atletas de fim de semana – a caminhada é uma super star.

Para a cientista Katy Bowman, que escreveu o livro “Move your DNA: Restore your health through natural movement” (Mova o seu DNA: restabeleça sua saúde através do movimento natural, em tradução livre, sem edição em Português), andar é um imperativo biológico como se alimentar. Ela sugere que existem movimentos que nutrem, assim como existem nutrientes alimentares, que o corpo precisa. “Caminhar é um super alimento. É o movimento que define o ser humano“, diz Bowman, biomecânica baseada em Ventura, no estado americano da Califórnia. “É muito mais fácil se manter em movimento do que ir se exercitar.”

“Ativamente sedentários é uma nova categoria de pessoas que se exercitam por uma hora todos os dias mas passam o restante do seu dia sentados, sem se movimentar para quase nada”, diz ela. “Você não pode compensar 10 horas completamente parado com uma hora de exercícios”.

Em 2013, pesquisadores da University of Texas School of Public Health perguntaram a 218 maratonistas e meio-maratonistas como eram seu treinamento e seu tempo sentados. A média de treinamento era de 6,5 horas por semana e a média de tempo sentado era de 8 a 10,75 horas por dia, sugerindo que os corredores de distâncias menores eram ao mesmo tempo mais sedentários e ao mesmo tempo mais ativos.

Segundo Leslie Sansone, criador de um DVD que incentiva a adoção da caminhada como método para melhorar a qualidade de vida, muitas pessoas acreditam que passar horas gemendo na academia é a única maneira de ter um bom condicionamento físico. “Existe uma ideia de que se você não está, como no The Biggest Loser (reality show americano em que participantes bastante obesos disputam quem fica mais fit em alguns meses), vomitando e chorando, você não está ficando fit”.

Um outro estudo, agora com homens não obesos, publicado por cientistas da Indiana University no jornal Medicine & Science in Sports and Exercise, sugere que sessões de 5 minutos de caminhada realizados a cada hora que se vai ficar sentado (quando o tempo sentado é maior do que 3 horas) conseguem reverter os efeitos nocivos de ficar muito tempo parado para as artérias das pernas. Três quilômetros por hora é um bom começo, gradualmente aumentando até chegar a uma velocidade de aproximadamente 10 km/h, ou seja, uma caminhada bem acelerada.

Segundo a Dra. Carol Ewing Garber, presidente do American College of Sports Medicine (ACSM), a indicação de 10 mil passos por dia talvez seja muito alta para a maioria das pessoas. O mais correto seria colocar a média ideal em 7.500 passos. A recomendação da ACSM é de 150 minutos de atividade física por semana. Dra. Garber, que é professora de Ciências do Movimento da Columbia University, em Nova York, acrescenta que a pesquisa sugere que até mesmo uma curta e rápida sessão de exercícios provoca efeitos fisiológicos benéficos. Mas ela admite que a caminhada não faz tudo. É menos benéfico para os ossos do que correr, e para a força, é melhor levantar pesos. “Ainda assim,ela disse, “Se você tiver que escolher entre elas, deveria ficar com a caminhada.

[Matéria original em inglês]

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