Treino de intensidade por Carla Credendio na Adidas Runbase

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Há tempos queria experimentar um treino feito somente com o peso do corpo. Nada de aparelhos, alteres, complicações. Sempre adorei a ideia de poder suar a camiseta e ter resultados sem depender de academias (apesar de frequentar uma, mas isso é tema pra outro post, mais pra frente). Mas também não recomendo que se saia por aí fazendo movimentos funcionais sem orientação. É preciso pelo menos conhecer a mecânica e aprender a executar os movimentos de forma correta para evitar lesões e não acabar se machucando sem querer.

Daí veio o convite super especial da Carla Credendio, personal especializada em treinos e circuitos funcionais e de calistenia (nome que se dá quando o corpo é usado como peso), para experimentar. “Uso a metodologia da Exos, onde não se treinam músculos isoladamente e sim movimentos. É um trabalho de corpo inteiro, todo integrado”, explica.

Carla dá aulas desde 2006. “Comecei a nadar com três anos e pratiquei diversas modalidades: triathlon, escalada, jiu-jitsu, boxe. Nunca fui muito fã de musculação, por isso desde cedo comecei a pesquisar sobre outros tipos de treinamento”. Um pouco depois de formada foi trabalhar com Luciano D’Elia, um dos precursores do treinamento funcional no Brasil, e não parou mais. Foi parceira de André Cunha, dono de uma das academias referência em treinamento funcional no país, a 4perform – onde ainda dá treinamentos com foco no público feminino.

[Como é o treino]

Cacá em ação: colocando a gente pra suar

Cacá em ação: colocando a meninada pra suar

A duração é de uma hora, dividida em: 1) preparação da fundação (exercícios focados em ombros, tronco, quadril) e exercícios corretivos que ajudam a escanear as assimetrias no corpo e corrigi-las; 2) preparação dos movimentos, trabalhando principalmente glúteos e integrando habilidades motoras, junto com exercícios de alongamento dinâmico; 3) treinamento de força multiplanar com movimentos, como puxar e empurrar, usando todo o corpo; e 4) desenvolvimento do sistema energético, onde entra o trabalho aeróbio – corrida, bike, corda.

Segundo Carla, as maiores vantagens deste tipo de treino são a baixa incidência de lesões, o desenvolvimento de um corpo simétrico, forte, e um alto gasto calórico. “Mesmo quando feito somente com o peso do corpo, em formato de circuito, são queimadas entre 600 e 900 calorias, dependendo da intensidade com que cada aluna treina”, conta. Os principais movimentos são agachamento, afundos pliométricos, saltos, corrida estacionária e abdominais.

Durante a nossa conversa, Carla ainda me deixou três conselhos especiais para quem quer ficar em forma: 1) ficar longe de besteiras como doces, frituras, refrigerantes e beber muita água; 2) treinar no mínino três vezes por semana, procurando a assessoria de bons profissionais e escolhendo uma atividade que te deixe feliz; e 3) não negligenciar o descanso, pois a recuperação faz parte do treinamento.

[Adidas RunBase]

Tudo isso aconteceu dentro do Adidas Runbase, espaço da marca esportiva que funciona como uma base de testes dos últimos tênis lançados aqui no Brasil. Estrategicamente localizado em uma das entradas da USP, conhecida por receber centenas de esportistas para treinos mais longos, o local virou QG de corredores de performance. Oferece banheiros com armários, testes de pisada, sombra e água fresca enquanto funcionários muito bem treinados, educados e simpáticos apresentam os produtos e nos lembram porque gostamos tanto do estilo Adidas de vestir e viver.

Adizero Adios Boost 2: fiquei apaixonada.

Adizero Adios Boost 2: fiquei apaixonada.

Além de ganhar uma camiseta linda, aproveitei para testar o Adizero Adios Boost 2, um dos modelos mais baixos da nova coleção feminina (eu e minha eterna busca por tênis que sejam próximos do estilo minimalista ou barefoot). Gostei muito: leve, não aperta o pé e tenho a impressão que poderia usá-lo sem meia, o que para mim é um diferencial.

Depois do treino ainda teve um pequeno brunch saudável – com barrinhas, suco e frutas frescas, papos legais e massagem rápida em cadeiras ergométricas. Que manhã. Só energia boa. Obrigada, Cacá!

Pra saber mais sobre Carla e seus treinos >>> O site dela será lançado em um mês e por lá será possível se cadastrar para participar dos treinos especiais, que devem se repetir na Adidas RunBase e em outros locais. Carla apresenta o programa AlphafitnessTV, sobre esportes, nutrição, treinos e saúde, que passa ao vivo pela internet na AlphaChannelTV, com episódios novos lançados a cada 15 dias, reprisados durante a semana em horários variados. Dá também pra seguir os perfis (Carla Credendio) no Instagram e no Facebook.

Adidas Runbase >>> Rua Engenheiro Teixeira Soares, 715, Butantã, São Paulo, SP. Funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 20h, e sábados, das 9h às 13h.

[clique nas imagens para ver maior]

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Cetose, eu te amo

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Hoje faz exatos 25 dias que comecei pra valer a mudança de alimentação. No caso da minha nova dieta pra vida, faz esse tempo que não como mais grãos de todos os tipos, o que inclui farinha de trigo e seus derivados, inclusive as opções integrais. Nada mais de pão, massas, bolos, tortas. O açúcar eu já vinha diminuindo há alguns meses, mas também parei de vez.

Para não desistir com tantas novidades, quando iniciei decidi dividir a retirada em três fases: primeiro a redução dos açúcares, depois os grãos (como contei aí em cima) e finalmente leite e derivados (exceção para manteiga e creme de leite fresco). Confesso que a última “fase” foi muito mais complicada pra mim. Quando tirei os açúcares e os carbos originados de farinha, sofri dois dias e depois minha vontade foi diminuindo muito. Mas quando tirei principalmente os derivados de leite foi um sofrimento. Adoro iogurte e queijos. A boa notícia é que essa parte não é proibida pela dieta, é uma recomendação de teste, porque a grande maioria das pessoas não processa bem a lactose (mesmo achando que processa) e quando retira sente a diferença – como foi o meu caso. Faz apenas 5 dias que realmente retirei leite e derivados do cardápio e me sinto muito melhor, mais leve, menos inchada. Como em 10% da dieta é permitido dar umas escapadas, posso comer isso de vez em quando sem os malefícios da ingestão diária.

mudança de alimentação: necessidade

O resultado de toda essa revolução no meu menu foi o melhor possível. Apesar do peso não ter reduzido muito desde o início de março (eu estava com 71 quilos agora estou com 69,9), a minha cintura passou de 82 cm para 78 cm em menos de um mês. É um número bastante animador, pelo menos pra mim, principalmente porque não aumentei quase nada a minha carga de exercícios e ela não é nada alta.

Por que tanta diferença de medidas e não nos números da balança? A resposta aqui também é positiva. Acontece que gordura pesa menos que os músculos, mas ocupa muito mais espaço. Quer dizer que meu corpo está usando gordura como primeiro combustível e não glicose.

Ou seja, estou em estado cetogênico. A cetose acontece quando a quantidade de carboidratos ingeridos fica abaixo de um certo nível que não faz com que o corpo tenha picos de insulina. Esses picos são os responsáveis por fazer o organismo parar de queimar gordura e, pior, passar a estocá-las para uso futuro, se houver necessidade. Não haveria nenhum problema com esse processo se não estivéssemos em um mundo onde a ingestão de carbos é tão alta que torna os picos tão constantes, por tanto tempo, que o corpo perde a sensibilidade. Resultado: boa parte do que uma pessoa ingere hoje vai direto para a capa de gordura corporal, nos dando aquele nada simpático aspecto de bujão ou barril, como vocês preferirem. Quando se está em cetose ocorre o contrário, sempre que o corpo precisa de combustível extra, vai direto buscar nos depósitos de gordura.

Depois de muitos e muitos anos consumindo carbos em excesso, as chances de que se tenha desenvolvido o que os médicos chamam de síndrome metabólica (que é toda essa confusão dos pontos de sensibilidade dos processos corporais que danifica os órgãos e o funcionamento do organismo) é alta. Para brecar e tentar reverter seus efeitos é preciso dar um choque no corpo, fazendo com que a ingestão de carbos caia a níveis realmente baixos (menos de 50 gramas por dia, em alguns casos menos de 20).

Confesso que no início duvidei tanto dos possíveis resultados quanto da minha força para conseguir mudar sem cair em tentação, mas a verdade é que sinto cada vez menos fome. Me alimento melhor do que antes, pois não existem restrições de quantidade se você mantiver o corte dos alimentos que não são permitidos e se ativer àqueles presentes na sua lista de liberados. De repente você se vê passando horas sem comer e isso não causa qualquer tipo de mal estar. Nada de baixas de pressão e hipoglicemia. Eu, que sempre tive problemas com isso, fiz um teste: tomei apenas um smoothie em uma manhã de domingo e fui pedalar 25 quilômetros. Só bebi água durante a atividade física. Quando cheguei em casa, apesar do esforço, estava super bem, sem fome e acabei almoçando somente algumas horas depois.

Estou até aproveitando essa saciedade inesperada para colocar em prática os jejuns intermitentes. Mas isso eu conto pra vocês logo mais.

:)

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